08 junho 2012

Rosas



Rosas são poderosas
E muito cheirosas
Rosas são musas
E muito confusas

Rosas, são tantas e tantas
São rosas, vermelhas e brancas
Rosas, são únicas e tão únicas
Dentre tantas queremos uma

Rosas são carinhosas
São muito curiosas
E um tanto teimosas

Rosas são amorosas, são muito maldosas
Um tanto espinhosas e um tanto melosas
Rosas são Rosas e simplesmente Rosas.

Dom Juan Ricthely, Gama – DF, 2012.

07 junho 2012

Brasília

"O céu é o mar de Brasília" Lúcio Costa

Música: Ne me quitte pas



“Ne me quitte pas” é uma canção francesa, escrita e cantada por Jacques Brel em 1959. Foi escrita em decorrer da separação de Brel e Suzanne Gabrielle. Foi interpretada por muitos outros artistas em francês ou versões. Foi escrita em perfeitas medidas poéticas.
            Nenhuma interpretação compara-se a de Jacques Brel. Ele interpreta com o coração em chamas.
            Dizem que Suzanne ouviu emocionada a música, mas isso não fez com que ela voltasse pra ele. Me pergunto o que ele deve ter feito de tão horrível, para não ter sido perdoado, depois de ter feito uma canção que está imortalizada. Quantas mulheres no mundo não gostariam de ter sido musas inspiradoras de uma canção tão bela e pura.
            Gosto de ver o vídeo de Jacques Brel cantando ela, porque por um instante você sente na pele, como ele se sentiu. E como dói só imaginar tamanhos sentimentos, quem dirá senti-los. Aproveitem a canção, pois uma música assim é escrita uma vez a cada 100 anos, como ele escreveu em 1959 e estamos em 2012, se o mundo não acabar, teremos de esperar mais 47 anos até alguém escrever algo comparável a essa obra prima. O que acho difícil se analisarmos a decadência da música mundial contemporânea. De qualquer forma ouçam com o coração.

Autor: Jacques Brel

Não me deixes
É preciso esquecer
Tudo pode ser esquecido
O que já passou
Esquecer os tempos
Dos mal-entendidos
E o tempo perdido
Tentando saber como
Esquecer essas horas
Que por vezes matavam
A golpes de "por quê"
A última de felicidade

Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes

Eu te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove
Eu escavarei a terra
Até depois de minha morte
Para cobrir o teu corpo
De ouro e de luz
Eu criarei um país
Onde o amor será rei
Onde o amor será lei
E você será rainha

Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes

Não me deixes
Eu te inventarei
Palavras insensatas
Que você entenderá
Eu te falarei
Daqueles amantes
Quem viram duas vezes
Seus corações se entrelaçarem
Eu te contarei
A história daquele rei
Que morreu por não ter
Podido te reencontrar

Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes

Quantas vezes
Não se reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo
Melhor que o de Abril
E quando vem à noite
Com um céu flamejante
Vê como o vermelho e o negro se casam?
Para que o céu se inflame.

Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes

Não me deixes
Não vou mais chorar
Não vou mais falar
Eu me esconderei lá
Para te contemplar
A dançar e sorrir
E para te ouvir
Cantar e rir
Me deixa ser
A sombra da tua sombra
A sombra da tua mão
A sombra do teu cão

Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes

My Bands: Frejat

Histórias de amor e relacionamentos


          
           Tenho certeza que todos conhecem alguma história de amor que não terminou com o ‘... E eles foram felizes para sempre. ’, também tenho certeza que todos conhecem pelo menos uma relação que deu certo por sei lá quantas décadas até que a morte os separou. Agora me respondam, qual dessas duas histórias é a mais corriqueira?
            Mas lembrem-se de que estou falando de histórias de amor e não de relacionamentos, é importante que logo agora no início façamos essa divisão entre ‘história de amor’ e ‘relacionamento’, vocês conseguem distinguir? Caso não, vejamos... O que é uma história de amor? Bem, segundo a minha humilde definição... Caralho!!! Nunca parei pra pensar nisso, mas vamos tentar encontrar uma definição que nos agrade.
            Uma história de amor é uma sequência de fatos, com forte carga emocional, por um determinado período, como começo, meio e fim, entre duas pessoas. Nossa, convenhamos que isso foi frio demais, é isso que dá estudar Direito, você começa a falar que nem os doutrinadores (autores de livros). Vamos tentar outra vez, uma história de amor é algo que acontece entre duas pessoas que se amaram intensamente ou não, por algum período, mas que de alguma forma se amaram. Não sei se ficou bom, mas espero que a essência tenha sido captada.
            Já um relacionamento é algo bem mais amplo, você tem relacionamentos familiares, amigáveis, de trabalho, escolares... Amorosos. O que nos interessa no momento é o último. Mas façamos uma definição genérica primeiro, um relação diz respeito aos sentimentos ou interesses, entre as pessoas envolvidas de forma que influencie diretamente em sua convivência, e a forma em que se tratam. Duas coisas importantes para se mapear um relacionamento e possivelmente classificá-lo, é o nível de intimidade entre as pessoas envolvidas e a intensidade dos sentimentos envolvidos.
            Agora nos questionemos mais um pouco. Todo relacionamento, é uma história de amor? E toda história de amor, é um relacionamento? A resposta às duas perguntas é a mesma, não. Pois a figura central de uma história de amor é um sentimento. E um relacionamento, diz respeito à forma como duas pessoas de acordo com o que sentem se portam perante a sociedade em que vivem. História de amor é algo mais intimo, a dois, relacionamento é algo visível e mais exposto.
Duas pessoas podem muito bem se amarem ardentemente, ter uma história de amor de longa data, mas nunca terem se relacionado de fato. Por outro lado, duas pessoas podem ter um relacionamento de anos, sem nunca terem tido uma história de amor, como por exemplo duas pessoas que se casam por sei lá que motivo que não o amor, e que nunca se amaram mesmo estando a 50 anos casados. Também pode haver histórias de amor que acabaram, mas que o relacionamento persistiu por alguma conveniência. E também pode haver situações em que o relacionamento acaba, mas a história de amor continua, por muito e muito tempo. Existem tantas combinações pra isso, que nem vou me prestar a ficar imaginando todas.
Ah, sortudos os conseguiram fazer uma combinação bem sucedida dessas duas coisas, que conseguiram transformar, uma história de amor num bom e duradouro relaciomento, e o mais importante, que conseguiram manter as duas coisas vivas e saudáveis. Saudações aos que conseguiram tamanho feito, felizes eles são.
Então não confundam mais, essas duas coisas. Quando alguém disser: Terminei. Se pergunte ou pergunte a própria pessoa, se ela está falando da história de amor ou do relacionamento. Provavelmente será do segundo, porque ninguém termina diretamente uma história de amor, ela simplesmente acaba sem avisar e na maioria das vezes o fim é o produto de ações que contribuíram para ele. Já o fim de um relacionamento é algo mais visível. Você pode muito bem dizer que Fulana terminou com Beltrano, mas não será capaz de dizer com certeza que ela não o ama mais. Porque como diz o ditado: “Coração é terra que ninguém anda.”
E você? Vive uma história ou um simplesmente um relacionamento?