31 agosto 2010

Meu delírio

Eu não queria estar assim
Pensando em você a cada momento
Inundada em sentimentos
Esquecendo até mesmo de mim.

Eu não queria estar assim,
Mas nada sai como se espera
Pra cada não eu ouço um sim
Dessa paixão que é uma fera.

Diga que tudo é uma fantasia
Para que seja uma fantasia...
Para que seja um sonho...
Que seja um delírio... Uma alegria
Que valha um dia de minha vida
Não me deixando acordar
Do que porventura não seria.

Como pode ser? Nem posso ver!
Algo assim tão avassalador
Repentino em mim como o calor
Que já faz parte do meu ser

Sonho ou delírio...
Realidade ou fantasia...
Alegria e utopia.
Prazer e suplício.
Alegria dos meus dias.

Seja lá o que for
Não me acorde desse sonho
Com olhares e ares risonhos
Dessa minha historia de amor

Fran e Dom 31/08/2010

My Bands: AC DC


28 agosto 2010

Poema a Roriz

Estando desocupado
O Grão Duque Satanás
Pros lados de Luziânia
No estado de Goiás

Colocou numa caldeira
Cem garrafas de aguardente,
Dez mil cobras venenosas
E um diabo velho demente.

Soda cáustica e corrosivo,
Sulfato de estriquinina,
O couro de dez hienas,
E mil quilos de cocaína.

Rabujo de dez cachorros,
Apetite de urubu,
O espírito de Caim
E olhos de timbú.

Tudo isso colocado
Numa caldeira a ferver
Tomou forma de gente
Como o diabo quis fazer.

Satanás achando pouco
Salpicou merda de porco
E lambuzou o infeliz

E ao soltá-lo no mundo
Batizou o vagabundo:
JOAQUIM DOMINGOS RORIZ.

Autor desconhecido.

Como dois e dois são quatro

Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena

Como seus olhos são claros
E tua pele, morena
Como é azul o oceano
E a lagoa, serena

Como um tempo de alegria
Por trás o terror acena
A noite carrega o dia
No seu colo de açucena

Sei que dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Mesmo que o pão seja caro
E a liberdade, pequena

Ferreira Gullar

24 agosto 2010

Aventureiro




Aventureiro ele é: Tem a luz ao seu dispor,
Mas prefere andar no escuro.
Cambaleia em passos longos,
Incertos, discretos, silenciosos, inseguros.
Ninguém o vê... Ninguém o sente...
Ninguém sabe... Mas ele existe.

De tanto andar no escuro tem suas cicatrizes,
Ninguém sabe... Mas elas também existem.
Rumo não existe... Razão não existe...
Existe por existir... Quer uma razão para existir.
Caminha ao som de uma canção,
Sem direção e por emoção...
Esse é meu aventureiro coração.

Ríller, Goiânia 2010